22 de novembro de 2011
Um basta à perseguição
Senti a necessidade de escrever esse texto para deixar claro que na entrevista coletiva que concedi após o jogo contra o Atlético-GO, não me referi “aos críticos” ou “articulistas” que fazem a crítica diária sobre o desempenho do Flamengo e do meu trabalho frente ao time. Minha referência foi exclusivamente ao Renato Maurício Prado, colunista do jornal O Globo, que abertamente tem uma perseguição pessoal comigo. Não estou generalizando e não sou avesso às críticas. Sempre tive um bom relacionamento com a imprensa de maneira geral e acho o debate importante para o desenvolvimento do nosso esporte. Por isso, estou dando "nome aos bois". Após essa entrevista, inclusive, recebi inúmeros telefonemas de colegas treinadores, jogadores e até jornalistas me apoiando por não ficar mais calado diante dessa perseguição. Estou sendo atacado desde que cheguei ao Flamengo, tentei ao máximo enxergar as críticas pelo lado profissional, fui contra o questionamento da minha família do porque não respondi a ele durante esse tempo todo, mas agora ultrapassou o limite.

Renato me persegue há algum tempo. O motivo? Só ele pode dizer. Para se ter uma ideia, quando dirigi o Palmeiras ele chegou ao absurdo de escrever uma coluna com o título “Luxa, Luxo ou Lixo”. Mesmo assim, sempre o tratei com respeito e cordialidade em todas as vezes que nos encontramos seja diante ou por trás das câmeras e microfones. No entanto, desde que assumi o comando do Flamengo, clube que ele julga ser o dono, seus ataques passaram a beirar a loucura. Na falta de argumentos técnicos, tenta me atacar falando da minha falta de competência como gestor ou, pejorativamente, me chamando de “professor” (que sou com muito orgulho e muita luta), desqualificando o projeto que traçamos no início da temporada. Causa espanto vindo de um jornalista que se diz entendido de futebol, que cobra profissionalismo em suas críticas, mas há muito tempo deixou de lado seu faro jornalístico para assumir de vez sua face caricata de torcedor. Em suas críticas, Renato só parte para o ataque, sem dar nenhum argumento concreto. Ele não tem capacidade de debater sobre posicionamento de jogadores, esquema tático, modelos de treinamento, gestão de pessoas, mas mesmo assim, teima em querer avaliar meu trabalho como se tivesse propriedade para tal.

Seja nos programas do Sportv e da Rádio Globo, seja em sua coluna no Globo, Renato age como um torcedor que paga seu ingresso e coloca sua paixão à frente das análises baseadas em apuração. Mas fica no conforto de uma sala à frente de um computador e não acompanha sequer um treino, ou um jogo in loco, vive de procurar fofoquinhas e intrigas de bastidores e invencionices para ter material para seus comentários e criar polêmicas. Renato, que já foi um respeitado repórter, hoje é visto pelo meio do futebol como um crítico ultrapassado, com idéias arcaicas e motivo de chacota e revolta por profissionais e torcedores, por não acertar uma notícia sequer que publica e por seus comentários exageradamente irresponsáveis. Chega a fazer piada com os outros times por se julgar o maior flamenguista do mundo.

Com o “poder da caneta” em suas mãos, Renato acredita ser o dono do Flamengo, acima do bem e do mal e quer ditar como o clube deve ser dirigido dentro e fora de campo. Mas o que este cidadão já fez em prol do clube? Absolutamente nada! Só criou factoides, plantou crises e colocou perseguições pessoais à frente de seu trabalho como jornalista. Mas esta não é nenhuma novidade já que, para se promover, nos últimos anos Renato elegeu algumas pessoas que dão repercussão para perseguir e trazer os holofotes para ele. Quem não lembra do caso entre ele e o Roberto Carlos, quando o colunista passou a persegui-lo porque tiveram um problema pessoal que é de conhecimento público? E o Joel Santana, que ele massacrou quando dirigiu o Flamengo, fez piada chamando-o pejorativamente de "Natalino" e teve que engoli-lo quando classificou o time para a Libertadores? Mais recente e, não menos grave, Fred, atacante do Fluminense? Incitou tanto a torcida do Fluminense contra ele que o resultado beirou a violência. Ronaldo Fenômeno também foi perseguido por ele quando acertou sua ida para o Corinthians. Até Zico, o maior ídolo da história do Flamengo, já foi alvo de suas alfinetadas sem cabimento. Foram tantos casos que não caberia nesse espaço.

Pelo visto, Renato perdeu o foco. Deixou de ser repórter de jornal, que apurava, corria atrás de informações, para se meter a ser dublê de diretor de jornal, comentarista de rádio, comentarista de tv e claramente não consegue fazer bem nenhuma dessas funções. Afinal de contas, como ele consegue fazer críticas se não participa do dia-a-dia dos clubes e nem assiste jogos nos estádios? Como diz que perdi o respeito dos jogadores se ele não tem contato com ninguém do grupo, já que todos repudiam seus comentários absurdos? Transformou-se num decadente arremedo de jornalista que só faz seus comentários em cima de obviedades e resultados usando a ironia e o desrespeito como armas. Não consegue ter uma análise ampla sobre os assuntos que cercam o futebol. Por isso, seus comentários são tão rasos e de baixo nível. Vive uma crise de falta de credibilidade e, para continuar tendo espaço na imprensa, precisa criar seguidas polêmicas.

Não sou imune à críticas, muito pelo contrário. Recentemente, perdemos o comentarista Luis Mendes, que deixou como legado o exemplo de fazer críticas sem ofender pessoalmente a ninguém. Convivo com elas, e bem, desde sempre. Mas quando essas críticas extrapolam os limites e passam a ser ataques pessoais que me ofendem e atingem a minha família, pode ter certeza que começou uma guerra que não estou disposto a perder. Agora será assim Renato. Bateu, levou. Só espero que depois este “bastião da moralidade” e “profundo conhecedor de futebol” não me venha falar em ética, algo do qual certamente ele nunca ouviu falar.
19 de novembro de 2011
Treino em Goiânia

Foi veiculado no RJTV que eu não compareci ao treino do Flamengo na manhã deste sábado 19, no centro de treinamento do Goiás, o CT Serrinha, aqui em Goiânia.

Eu participei e comandei o treino dos jogadores do Flamengo. Conversei com os jogadores antes e em seguida comandei o treinamento normalmente, como sempre fiz em todas as viagens do Flamengo durante a temporada.

Este tipo de erro de informação é inadmissível.


Imagem de Alexandre Vidal,
fotógrafo oficial do Flamengo que viaja com a delegação

08 de novembro de 2011
Indignação

Mais uma vez aconteceu uma agressão a alguém ligado diretamente ao meio do futebol.

Já passou da hora do sindicato dos jogadores, dos juizes - e por isso a minha vontade da associação dos treinadores - para que estas instituições tomem uma posição firme e definitiva contra este tipo de coisa.

Chegando inclusive ao nível maior de exigir punição real dos agressores e uma mobilização para paralisação do campeonato.

O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (CONAF), Sérgio Corrêa, precisa acabar com essa regra de deixar de escalar árbitros de um determinado estado porque tem clube deste estado envolvido na rodada. Acabando com isso ele só irá gerar e dar muito mais credibilidade aos árbitros.

27 de outubro de 2011
Adeus, comentarista da palavra fácil

Meus sentimentos a toda família do radialista e jornalista Luiz Mendes.

Desde que comecei no futebol aprendi a respeitá-lo e reverenciá-lo pelo seu conhecimento no futebol e pelo equilíbrio em suas análises ao longo de sua carreira.

Estou triste porque ele marcou uma fase importante da minha vida no futebol.

É sem dúvida uma grande perda no meio de comunicação, principalmente no rádio, do Brasil.

Descanse em paz, comentarista da palavra fácil.

05 de outubro de 2011
Um ano de Flamengo

Completo hoje um ano como técnico do Flamengo.

Todos os dias durante este período que fui para trabalhar para o Flamengo, fui com muita felicidade.

Portanto, estou em casa e me sentindo muito feliz aqui no Flamengo.

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